A ascensão do PT e a decadência moral e intelectual do Brasil

Por Lima Campos Jr.

gramsci

Em tempos de decadência moral e intelectual de uma sociedade, logo se faz presente um fenômeno inteiramente destrutivo: o comando político e intelectual da sociedade passa a ser regido pelos medíocres, fracassados e ressentidos.

Eric Voegelin assenta em seu livro Hitler e os Alemães que somente em uma sociedade moribunda moralmente e com instituições inteiramente contaminadas pela estrutura ideológica é que sistemas políticos  brutais, como o  totalitarismo nazista, emergem com a aquiescência quase unânime da sociedade. Podemos interpretar esse fenômeno destrutivo com uma espécie de epidemia viral em que a ideologia se alastra primeiramente na elite intelectual,  em seguida contamina a classe governante e  só por último alcança as classes mais baixas, de tal sorte que quase ninguém escape dessa contaminação.

Nessa senda, cabe-nos  a seguinte indagação: Como foi possível que a  estrutura política criminosa do PT conseguiu, durante quase 15 anos, ludibriar a maioria esmagadora dos brasileiros e  ter o apoio maciço dos grandes veículos de comunicação a ponto de quase se transformar em uma unanimidade nacional? A resposta é simples, contudo precisa de uma pequena digressão.

Primeiramente temos de entender que a ascensão do PT ao poder não é o resultado de uma eleição, mas sim de um processo denominado  hegemonia – supremacia intelectual e moral da ideologia revolucionária, que é segundo Antonio Gramsci: “Condição ou capacidade  de influência e de direção política e cultural que, por intermédio de organismos sociais voluntários (aparelhos privados de hegemonia) um grupo social exerce sobre a sociedade civil, que esta exerce sobre a sociedade política (Estado) e que o partido da classe exerce sobre todo o processo revolucionário, sobre a Sociedade Civil e sobre a sociedade política”. Na esteira da obra A Revolução Gramscista no Ocidente, Avellar Coutinho nos diz:“Somente se faz classe dominante o grupo social que antes se fez classe dirigente, conquistando a hegemonia e obtendo o consenso.

Tal como na Alemanha nazista, foi preciso que a esquerda conseguisse, através da hegemonia, tornar uníssono seu discurso  ideológico contra um dos os principais pilares da civilização ocidental – a moral judaico-cristã. Para realizar esse intento, uma série de medidas destrutivas foram inseridas no seio social de forma lenta e gradativa de tal sorte que, aos poucos, todo o esteio moral a reger a sociedade fosse alterado por um relativismo cego e absoluto cujo fim máximo é incutir a amoralidade na  mente dos indivíduos para que estes, agora desprovidos de todo e qualquer padrão de moralidade, jamais sejam capazes de perceber a diferença entre vício e virtude.  É exatamente em uma sociedade contaminada por  esse estado de coisas que o mais medíocre dos homens encontra  terra fértil para produzir seus desatinos e satisfazer sua mais vil loucura.

Foi exatamente isso que aconteceu no Brasil, ou seja, criou-se um estado de degenerescência moral avassalador para que o discurso populista de Lula pudesse pudesse produzir eco e contaminar quase toda a sociedade brasileira com sua retórica da ignorância, da burrice e da ilegalidade criminosa. O que a ascensão petista representa não é a prioridade dos mais pobres em detrimento dos mais ricos; sim o império da vilania e torpeza.  Somente em uma sociedade gravada com essa doença degenerativa é que o indivíduo consegue rejeitar a virtude para, logo em seguida, se deixar aprisionar por toda sorte de paixões, vícios e loucuras.

 

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