A vida imita a Arte

Por Michael Amorim

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Uma  geração  que  lê  “50  tons  de  cinza”  e  ouve  “Bum-bum  granada“, claramente  está  em  alto  nível  de  degradação  cultural.  O  pensamento Conservador entende que uma nação vazia de material cultural de qualidade, é uma geração fadada ao fracasso, à barbárie e à degradação moral. Num país habitado  por  estas  pessoas,  líderes  corruptos  sempre chegarão  ao  poder, mesmo sendo os mais incapazes e estúpidos possíveis.

Ao contrário da maioria dos  animais, o homem se lembra do que fez no dia  anterior,  recebe  o  legado  do  homem  de  ontem,  seus  erros  e  acertos,  os absorve  e  os  repassa  para  o  homem  de  amanhã,  para  o  Conservador,  o homem que  se esquece de  seu passado, que abandona o que de melhor foi produzido ao longo dos tempos, (os bons livros, a boa música, a boa Arte etc.), é um homem manipulável, de mente fraca e sem personalidade.

É aquele que o filósofo Ortega y Gasset denominou de Homem-massa. O  Homem-massa tem  sua  mente  limitada,  não  enxerga  além  de  seus  dias atuais,  vazio  de  si  mesmo, sem  ligação  com  sua  história,  com  seus antepassados,  tornando-se  mera  engrenagem da  máquina  social,  onde  cada indivíduo  tem  sua  individualidade  apagada,  em  nome do  “bem  social” transforma-se  num  ser  vazio,  num  “Homem  Oco”,  como  no  poema  de T.S. Eliot.

Grandes nomes do passado nos deixaram seu legado, temos a sorte de ter nascido em um tempo onde existe a música de Bach, Mozart, Beethoven, Vivald, Schubert etc. Temos à nossa disposição obras de nomes como Platão, Aristóteles,  Sto.  Agostinho,  Sto.  Tomás, Hegel,  Leibniz,  Sheakspeare,  Louis Lavelle, Camões, Goethe, Eric Voegelin, Otto Maria Carpeaux, e tantos outros estudiosos que viveram na alta cultura, e nos deixaram belíssimos legados.E  ainda  assim,  vivemos  em  uma  geração  que  opta  pelo degenerado, pela  imitação,  pela  degradação.  Vemos  uma  juventude  que  se  atrai pelo efêmero, e se afunda no lixo cultural, satisfazendo-se com o que de pior se tem à disposição.

Vivem  de  prazeres  irrisórios,  de  momentos,  de  sensações, pautam  suas vidas em desejos e paixões passageiras. Não buscam o eterno, pois  todo  seu  estilo  de  vida  é  fútil. Toda  sua  vida  é  “Correr  atrás  do  vento” como disse o filósofo hebreu no livro de Eclesiastes, “Vaidade das vaidades”.Nossos  tempos  são  tempos  de  “novidade”, busca-se  a  todo  custo “inovação”,  mesmo  que  seja  uma  novidade  medíocre  e  rasa, sem  nada  a acrescentar,  culturalmente  falando,  o  que  se  busca  é  o  novo.  “Tudo  que é sólido desmancha no ar”.

Bem disse Chersterton: “Os homens inventam novos  ideais  porque  não  se  atrevem  a buscar  os  antigos.  Olham  com  entusiasmo para  frente  porque  têm  medo  de  olhar para  trás”.  A  verdade  é  que  não chegamos aos pés dos grandes gênios que aqui pisaram (Imagino como seria Marilena  Chauí  diante  de  Aristóteles,  seria  como  Moisés  diante da  Sarça ardente: “Tire as sandálias dos pés, pois o lugar que estás, é terra santa”).

Romances  como  “Crepúsculo”  e  músicas  como  “Baile  de  Favela”,  são gostos passageiros, enjoam rápido, além de serem de péssima qualidade, não duram. Não passam de “modinhas”, diferente de composições como “Tocatta e Fuga  em  Ré  Menor”  de J.S.Bach,  (um  verdadeiro  inventor  da  perfeição)  ou obras  magníficas  como  “A  Ilíada”e “A  Odisséia”  de  Homero,  que  fundaram todo  o  pensamento  Ocidental.  Sobre  isso, lembremo -nos  do  que  escreveu Goethe: “O efêmero reluz, seu brilho é passageiro. O autêntico perdura, eterno, verdadeiro”.

A juventude brasileira é, em sua maioria, vazia de significado, imputam em si lixo sonoro e injetam literatura ruim em suas veias, são consumidores de drogas, drogas pesadas, que estão a destruindo aos poucos, arruinando sua inteligência,  sua  criatividade,  sua  moral, sua  conduta,  até  a  transformar  em mortos vivos,  num  The Walking Dead  brasileiro, Zumbies  que buscam apenas satisfazer  suas  necessidades  mais  básicas  e  correr  para cima  de  qualquer barulho, perdendo a capacidade de distinguir o que ouve. Limitam-se a ver o mundo com os olhos de seu tempo, prendem-se à seu modo de vida, um povo assim  não  pode  conceber  o  que  é  Arte,  quanto  mais  apreciá-la.  Pois  a  Arte transcende  a curta  existência  humana.  Já  dizia  Goethe:  “Ah!  Deus!  Como  a Arte é longa, e tão breve é a vida!”.

É  triste  afirmar,  mas  a  maioria  de  nossos  jovens  seria  incapaz  de apreciar a magia e qualidade da 9° Sinfonia de Beethoven, ou do  “Requiem” de Mozart. E nada entenderia se lesse “A Divina Comédia” de Dante Alighieri ou “O  Fausto”  de  Goethe,  pelo  contrário, tais  maravilhas  os  deixariam desconfortáveis,  sonolentos  e  irritados.  Acostumados  a comer  lixo,  não saberiam como reagir diante de um banquete.

O pensamento conservador abomina a degeneração literária e cultural, acredita  que  aquilo que  de  melhor  foi  produzido,  deva  ser  conservado, apreciado,  vivido!  Por  isso  sou conservador  (Chame-me  de  antiquado, retrógado,  atrasado,  do  que  quiser!).  Como bem  disse  Oscar Wilde:  “A  Vida Imita a Arte”. É de bons livros e de boa música que se faz uma geração sólida.

Michael Amorim é estudante de Filosofia na UFMA, já foi militante do PDT, hoje é aluno de Olavo de Carvalho.

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2 comentários em “A vida imita a Arte”

  1. Foi uma felicidade sem tamanho que descobri este espaço iluminador. Sou do Piauí e fico feliz que há pensamento conservador no Nordeste. Sou de Teresina-PI e lamento que não haja mobilização dessa magnitude aqui. Fica aqui os meus mais profundos sentimentos de respeito por vocês. Abraços.

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